O tema do III Reich estava presente em ambos, e gostei de ler ambos.
De um lado o drama contado pelos olhos de uma criança cuja inocência não lhe deixou perceber que "do outro lado da vedação" as "pessoas de pijama às riscas" - que ele tanto invejava por poderem andar de pijama todo o dia, terem muito espaço e muitas pessoas com quem conversar - estavam a ser vítimas de uma "Solução Final" - o que hoje conhecemos como Holocausto. E pela inocência - acabou por ser vítima da crença de um país liderado por um Fuhrer frustrado, fraco e ignóbilmente ignorante - só para não dizer burro, parvo, egocêntrico e essas coisas todas.
Do outro, o romance contado pelos olhos de um adolescente que amou e se deixou amar por uma mulher que pertenceu à SS (Schutzstaffel, a entidade responsável por grande parte dos crimes cometidos no "reinado" de Hitler - uma espécie de polícia/exército privado ). Aos 15 anos, ele não sabia disso - e duvido que se tivesse importado, se soubesse: naquelas tardes de leitura e amor, só ele e ela importava. Mais tarde, ele soube a verdade - e isso não o impediu de a amar sempre.
Deixo por aqui os comentários - só para não ser spoiler. Mas sim, são bons livros - valem o tempo e dedicação de serem lidos com carinho, cuidado e muita atenção.






Sim, eu gostei dois dois. A parte para mim mais incrível no "The Reader" é a parte como "a vergonha" é explorada. Mesmo no filme... Dos 3 que leste, acho que foi este o filme que mais me marcou. Não é totalmente "fácil" mas é incrível.
ResponderEliminarSim, dos 3, o que mais gostei foi o "The Reader". Leitura fluida, interessante e ao mesmo tempo simples/complexa. Simples de ler, complexo no enredo e nas emoções que provoca. Agora, venha de lá o "Amor em Tempos de Cólera".
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