quinta-feira, 31 de julho de 2014

estou apaixonada

... pelo crossfit. exigente, disciplinado, metabólico, desafiante. também estou, é verdade, muito motivada - e isso ajuda no desempenho e nos resultados. sinto-me bem - mudei também um ponto ou dois na minha alimentação/hábitos - e estou já a fazer 20 minutos de corrida a 9km/h sem pestanejar. a minha recuperação tem sido gradual mas constante, e eu estou feliz. nunca vai ficar mais fácil - mas espero ser eu a ficar mais forte; será que ainda este ano corro a meia maratona?


quarta-feira, 30 de julho de 2014

recomeços

sabe sempre bem recomeçar. a sensação de começar de novo, de fechar ciclos, de abrir novas páginas. ter aquela folha em branco, limpinha, e uma caneta nova para escrever - a história que eu quiser. os anos pares são sempre anos de mudanças, de decisões - e a mudança é uma coisa boa - assustadora, mas boa. pode ser o empurrão para finalmente abrir aquela porta que está encostada à tanto tempo.

para mim, é toda uma fase de mudança. mudou o blog, mudou o ginásio, mudou o trabalho... e talvez ainda mudem mais alguma coisas entretanto. ainda assim, a mudança é boa - e o resultado é que sinto-me bem assim.

gosto de recomeços.

gosto dos "1ºs de janeiro", dos aniversários, das mudanças de ciclo. gosto das possibilidades que os recomeços nos trazem. gosto dos desafios novos, dos caminhos novos, das possibilidades novas.


gosto de recomeços - porque em cada recomeço há novas oportunidades!


quarta-feira, 23 de julho de 2014

segunda-feira, 21 de julho de 2014

resumo de 1 mês com uma lesão no joelho

ora bem, tudo começou com a inscrição na Conquer Race, há coisa de 2 meses atrás. durante algum tempo, foram os treinos, foram as corridas, foi o exercício a pensar nesta prova. no dia da prova, com o dorsal 739, entrei cheia de confiança na prova, e estava a correr bem, até ao momento da queda que me lesionou o joelho durante 1 mês. aqui fica a história da recuperação!

1. o início

2. aos 5 kms, ainda inteira

3. no final da prova, já com o joelho estraçalhado (apesar de não parecer!) 

4. primeiro dia de fisioterapia

5. segunda semana de fisioterapia

6. terceira semana de fisioterapia 

7. último dia da fisioterapia, quando me foi dada permissão para recomeçar o exercício físico

8. o momento do reboot 

17 minutos de pois, 3 kms corridos, sem dor. estou contente, estou a recuperar, e espero brevemente voltar em força! wish me luck!



domingo, 20 de julho de 2014

são dias assim...

... em que somamos boas notícias, que nos levantam o ânimo. entrevistas que correm bem, joelhos curados e prontos para recomeçarem o exercício físico, rir muito com os amigos, festejar aniversários com a família, comer sardinhas e beber vinho branco, passear na praia, apanhar sol, preguiçar no sofá. são dias assim, que me fazem acreditar que há dias bons para se ser feliz!


sexta-feira, 18 de julho de 2014

de ressonância magnética na mão...

... olho para a cartinha que lá vinha a acompanhar. palavras como fratura, edema, hemorragia e afins fazem parte do vocabulário descrito. quem disser que o desporto dá saúde... não sabe claramente o que diz!

segunda-feira, 14 de julho de 2014

é bom ter quem, no fundo, nos conheça assim...

em conversa à volta da mesa de jantar, um dia, surgiu a minha pergunta: - "tenho visto as tuas modificações aos blogues... não queres dar um jeito no meu?"; a resposta veio, como esperava, na forma de um "sim, claro!". e sorrimos, as duas.

apareceu-me um questionário no mail, com algumas perguntas simples, às quais me limitei a responder "tu conheces-me, deixo tudo completamente ao teu critério!" - e assim foi. ao que eu pensei ser "o teu critério" nunca me passou pela ideia que fosse "a minha cara". foi, absolutamente, a minha cara. a prova de que "nem por encomenda poderia ter sido melhor".

a mudança de cara já há muito que se justificava. e deu-se. e eu adoro.

esta é a minha casa nova, e eu gosto muito do quanto a Vera foi capaz de lhe dar uma cor e alegria novas. muito, muito obrigada!





domingo, 13 de julho de 2014

e com uma cara nova

volto a botar faladura aqui no spot.


vamos lá?


a conquer race - a prova dos atletas imparáveis

ocorreu no dia 22 de junho. nesse dia, diverti-me imenso, corri 10 kms, fiz 23 obstáculos - com sucesso. cruzei as linhas da partida e da chegada, como cruzo em todas as provas que me disponho a fazer. 2 horas, foi o tempo que demorei a concluir a prova - e esta, com uma particularidade que prometo não voltar a fazer: acabei a prova com os ligamentos do joelho lesionados, e com o peróneo fraturado.

Sim, foi doloroso. Sim, foi pouco inteligente. Sim, podia ter acabado com mazelas muito piores. Mas sim, acabei. E o gozo que isso me deu compensou a dor que sentia.


Para o ano estou lá novamente - porque o obstáculo que me fez cair e me lesionou precisa de uma sova mental - e eu preciso da vingança! See you there, conquer race!

domingo, 27 de abril de 2014

Aqui o tasco...

... vai levar uma volta - esperem pelo refactoring, que vai valer a pena!

segunda-feira, 31 de março de 2014

há situações em que

mesmo quando já não esperamos absolutamente nada - conseguem ainda mostrar-nos que o "absolutamente nada" é demais. o estranho disto é quando nos apercebemos que mesmo sabendo que até nada é demais... isso continua a incomodar. o que é que acontece quando alguém que, naturalmente, se preocupa e dedica... deixa de se preocupar?

sexta-feira, 28 de março de 2014

mas alguém me quer explicar...

... porque é que eu não aprendo? Apre, gente estúpida!

sexta-feira, 7 de março de 2014

amanhã...

... é dia de matar saudades!


quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

BES Run Challenge

perdi a cabeça e inscrevi-me. 4 x 10 kms... com vários níveis de dificuldade. bota!
 
 

Corrida Cidade de Aveiro

10 kms, já dia 9 de março. objectivo? menos de 1 hora: 50 minutos. sigaaa!
 

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

cada um tem o que mereçe

segunda feira de manhã, reorganização de equipas e pessoas e mimimi, reunião para apresentar a "arrumação" nova do povo. até aqui, tudo muito bem - afinal de contas, mais uma mudançazinha não faz mal a ninguém. depois de algum tempo a enrolar, caixotas cor de laranja para trás e para a frente, e "vai ser melhor assim" e muitos "não confirmo nem desminto, muito pelo contrário e vice-versa" lá foi mostrado o cronograma final. eu, que entretanto ia jogando uns flappy birds pelo caminho (que raiva, senhores, que rai-va!) lançei um relançe ao que estava escrito em tamanho monumental lá na frente. olhei, sorri, olhei outra vez e abri um sorriso completo - daqueles de orelha a orelha... e depois, desmanchei-me a rir - e continuei a rir-me o dia todo à conta disto: fiquei numa das duas melhores equipas que lá estava espetada. senti-me como se me tivesse saído a lotaria - estou em casa e entre amigos (estaria em qualquer uma delas) e sei que só pode melhorar.

... e juro-vos que em vez de "java 2", vou fazer o que puder para mudar o nosso nickname para "tuxes". e sim, continuo a rir-me que nem uma desgraçada. oh, alegria!


domingo, 12 de janeiro de 2014

e assim, sem dar por ela...

... começei. quando calçei as sapatilhas para sair para a rua correr, pensei que iam ser apenas mais 10 quilómetros - num percurso para lá de bonito. no vai não vai que envolve todo o processo de levantar do sofá, largar a lareira, sair para o frio - e sabendo o que me espera no "durante" - esqueci-me do meu shuffle em casa. resultado ? uma hora inteirinha comigo, sem distrações que me levassem o pensamento para longe de mim mesma.

a corrida é um desporto solitário - não interessa o número de pessoas que correm ao nosso lado. é solitário porque é muito mais psicológico que físico. e o antagonismo que se sente no corpo é tão palpável que é impossível esconder: nos primeiros quilómetros, o corpo, ainda por aquecer, grita que não quer ir mais longe - e a nossa mente diz "ppfff, anda lá, não sejas maricas - mexe-te!", e continuamos convictos que estamos bem, que não sentimos dor, que é só mais uma voltinha no parque - porque é a nossa mente que manda; há um período intermédio em que, depois do corpo aquecer um pouco, corpo e mente estão em sintonia - e a viagem, nesse pedaçinho de tempo, é ótima - ambos sabem que estão bem, que se complementam, que estar ali é fantástico, blah blah - e eu digo blah blah porque este pedaçinho de sintonia é tão curto, que não dura para chegar a mais conclusão de nirvana nenhuma. e aqui começa o inferno: o corpo, já quente e habituado a estas andanças, sabe exactamente o que tem que fazer - entra em piloto automático e é capaz de continuar no mesmo ritmo cardíaco, cadência respiratória e desempenho muscular por tempos infinitos - mas a nossa mente começa a dar sinais do inevitável - a solidão, o tempo dispendido, a concentração e o foco, o auto controlo e o nosso próprio pensamento focado durante tanto tempo em nós mesmos - ficamos figurativamente parados a olhar para a enorme parede que nos separa dos quilómetros finais e que nos dá a ideia que nunca haveremos de lá chegar. chega o momento em que pensamos "já chega. mas para que é isto tudo? vamos lá com calminha até ao fim..." mas nunca deixamos de correr. abrandamos, e sentimos culpa; voltamos à velocidade de cruzeiro e batemos na parede outra vez. e o ciclo repete-se. e outra vez.

é este o antagonismo da corrida: isto acontece a partir do momento em que a solidão nos quebra - porque o nosso corpo, que efectivamente sente a dor da corrida, já está bem consigo mesmo e com a eficácia que produz - mas a nossa mente, que devia ser inquebrável, quebra - e mais uma vez, é a nossa mente que manda. é o processo construtivo da nossa personalidade - iremos quebrar tantas vezes quantas as necessárias até aprender. aprendemos a arranjar substitutos onde focar a atenção, aprendemos a desviar a solidão, aprendemos mecanismos de motivação, aprendemos a controlar o nosso esforço naturalmente, a gerir o nosso cansaço e a ultrapassar a parede. por isso é que não sou fã de correr sozinha - prefiro ter alguém ao meu lado: pela motivação mútua, pela companhia silenciosa mas presente, pelo outro par de sapatilhas que acompanha o meu, sem medos e com um objectivo comum: a superação. porque quando se chega ao fim, sabe sempre muito melhor partilhar o gostinho da vitória - materializado naquele sorriso que ainda somos capazes de desenhar no nosso rosto, enquanto recuperamos a respiração e deixamos que o cansaço nos preencha, aí sim, completamente.

divagações à parte - eu gosto de correr. porque é fácil - só são precisas as sapatilhas, porque nos constrói física e mentalmente, porque molda o carácter - e, para quem sabe o que correr acompanhado significa - fortalece e enriquece naturalmente laços de amizade que de outro modo seriam apenas normais. ontem, e na falta da distração que a música fornece durante a viagem, dei por mim a desenhar uma história - personagens, lugares, relações. dei por mim a criar um enredo, uma intriga. dei por mim a criar vidas, cruzamentos, ligações.

dei por mim, no final, com material suficiente para debitar dois capítulos de um livro, acerca de personagens por quem já estou apaixonada. sabendo eu que isto ia acontecer - é maravilhoso termos dentro de nós um mundo que pode ser tão profundo quanto o que nós quisermos, tão complexo quanto o nosso próprio ser e tão cheio quanto o que a nossa imaginação permitir. vou aproveitar a tarde de hoje, em que vou passar horas sozinha, para começar a escrever. sem pressas, sem stresses, sem prazos, sem pressão. e vamos ver até onde chego...

desejem-me sorte, porque ao que parece isto vai mesmo acontecer... e eu vou precisar dela!

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

a técnica

a técnica passou a ser, recentemente, sinónimo de sorte fenomenal - e eu ontem, tive técnica-como-o-caraças.

ainda assim, a técnica é como muitas coisas na vida e pode-se comparar muito basicamente ao gato de Schrödinger: o gato na caixa pode estar vivo ou morto, mas só sabes se abrires a caixa e confirmares - só assim tens a certeza. a técnica é mais ou menos assim... para poderes beneficiar da técnica tens que pagar para ver.

eu ontem paguei. e, surpresa das surpresas... virou precisamente a (única) carta que me servia para transformar o meu já garantido 99 num straight flush. dois projectos transformados numa mão fenomenal. no river. foi impossível não sorrir - afinal, um straight flush não me passa pelas mãos assim tão frequentemente.

soube-me bem. estou a falar de póker. mas podia muito bem estar com o gato de Schrödinger a falar de outra coisa qualquer. qual-quer. mas hoje, estou a falar de póker.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

ontem, deixei em rascunho

um post acerca dos dias tristes sem sol. falava da falta que o sol me faz,os dias bonitos em que só apetece sorrir por motivo absolutamente nenhum, que nos aquece o corpo e a alma. dizia eu que me faziam falta os dias de sol, porque num dia de sol, há pelo menos um motivo para sorrir. e ontem, foi um dia com escassos motivos para sorrir.

hoje, qual não é o meu espanto, quando saio à rua e vejo um sol envergonhado - mas muito bonito - a querer dar ares da sua graça... e, inevitavelmente, sorri. hoje, primeiro dia de sol entre muitos, vai ser um dia bom.

... eu não sabia era que bastava pedir!