... hoje é sexta-feira e eu ainda não tinha entrado no espírito da coisa. Estou cansada (física e mentalmente), estou apática e... desnorteada. Basicamente, preciso de férias.
E eis que, de repente, fazendo um zapping pelo feed do face, deparo-me com isto:
2 anos. 730 dias. 17520 horas. Foi um dia feliz, muito feliz. E hoje, quero celebrar. Contigo, comigo também, connosco, com os nossos amigos, família. Partilhar este sorriso que me ilumina a cara da cada vez que olho para trás com toda a gente, porque sem eles aquele dia não teria acontecido. Ou a acontecer, não teria sido a mesma coisa.
Estamos de parabéns, hoje. Por tudo. Sei-te dizer que são muitas horas, muitos dias, e muitos anos. Porque não contam só os 2 anos que partilhamos o estado civil. Contam os 4 anos anteriores também. Contam os sorrisos, as gargalhadas, os sonhos e as desilusões, as vitórias e as derrotas, contam os abraços e o silêncio bom em que tanto é dito. Contas tu, e isso basta. Porque desde aquele dia em que nos conhecemos, que não tenho dúvidas onde é que "pertencemos". Os votos que não fizemos naquele dia significaram mais do que as palavras que poderíamos ter dito. E significam hoje, novamente. Porque fizeste, e fazes de mim, alguém diferente - melhor. Enquanto assim for, que venham mais 2, mais 4, mais 10. E depois mais 10. Porque só fazemos sentido juntos. Parabéns, T. Que possas ser sempre feliz, porque eu sei que, uns dias mais outros menos, sou aquela que é capaz de te fazer sentir que vale a pena a jornada. Sempre.
Este ano a época festivaleira abriu com 2 grandes espectáculos: Green Day e David Guetta. Lisboa e Porto. 35.000 pessoas e 27.000 pessoas, respectivamente. Ponto comum: curtição total.
Resultado: cheia de sono, cansada, com muitos quilómetros nas pernas, com dores em sítios das pernas que não fazia ideia que existiam, com umas olheiras do tamanho do mundo - MAS, muito muito muito muito contentinha da minha vida!
Primeiro, um desafio. Depois, a curiosidade. A seguir, a ideia e logo depois a vontade. Pelo caminho, apareceu a Vera que concordou logo. Depois mais um, e mais outro. Surge a data, os "necessários" e segue um email. E é tudo o que é preciso para iniciar uma viagem.
Junho acabou com um fim de semana excelente, a querer deixar no ar a promessa de um verão quentinho e feliz: os dias grandes e quentes, as noites animadas com amigos, as churrascadas e sardinhadas ao som de piñatas a rebentar e risos de crianças, as horas no jardim e nas esplanadas com cerveja e tremoços, as fotografias que ficam tão bem com esta luz, as janelas abertas para deixar entrar o sol.
Julho promete: concertos, música, amigos, festas, sol, calor, praia... que bom que é o Verão!
Não tenho referido aqui que tenho treinado. Mas tenho, e muito. Tenho-me dedicado ao ginásio e à corrida... e é já um bichinho que não se cansa! Neste sábado último, participei na Corrida Solidária Bosch, sem grandes expectativas. Ainda assim, foram 10 kms em 1 hora e poucos segundos.
Agora, é apontar para a São Silvestre, e treinar mais e mais. Quero conseguir fazer um bom tempo em Dezembro, sem dores nem cansaço excessivo. E não tenho grandes dúvidas que vou conseguir!
Não? Pois bem, refiro agora: detesto pessoas. As pessoas são complicadas, estranhas e esquisitas. Ou isso, ou sou eu que espero demais. Sim, entre muitos outros, tenho um problema grave: sou muito realista no que toca às minhas ambições e objectivos, mas não consigo deixar de manter as expectativas muito muito altas. Eu sou assim. Se vou, vou para ganhar. Se faço, faço para ficar perfeito. Se digo, digo bem alto. Se gosto, espero delas o que esperaria de mim na mesma situação, ou seja... demais. E isto, invariavelmente, leva-me a reiterar a conclusão de que "pessoas" não são para mim.
Eu sei que não devia sequer relacionar-me com elas. Sei que devia manter uma relação de distância com elas. Sei que nem devia sequer pensar que "devo ser eu que sou paranóica, e isto das pessoas até deve ser porreiro, eu é que sou uma anti-social". Sabem porquê? Porque não sou paranóica. Não sou anti-social. Sou só parva. Sempre que começo a relaxar e a sentir-me confortável no meio das ditas pessoas, lá vem a bofetada a dizer "ainda não chega? ainda não te cansaste disto?"
Posto isto, desisto. Vou abandonar definitivamente esta ideia de tentar dominar o tema "pessoas". Assim como assim, já tenho ensinamento para os próximos anos. Depois, logo se vê.
Agora, tenho um telemóvel em condições. E vontade. E algum tempo. E vontade. E vontade. Vontade para voltar a escrever aqui umas coisas.
Tenho andado completamente desaparecida. Ora, perguntam vocês, porquê? Porque simplesmente não tenho tido tempo sequer para me coçar, quanto mais para vir aqui debitar umas merdas sem sentido. É uma espécie de recomeço. E eu adoro recomeços. Porque é tudo novo, porque tudo volta a fazer sentido, tudo está muito mais presente, tudo nos faz sentir coisas, outra vez. Sentir é importante, para não estar no estado vegeto-depressivo que esta porra de vida nos impõe. Sentir, novo, outra vez. Parece-me bem.
E só porque sim, levam com uma cara nova. São Pedro não ajuda com sol, mas eu quero fazer este blog ganhar uma vida nova. Só porque sim, só porque me apetece. Porque fazer coisas só porque nos apetece é bom. Muito bom.