Primeiro, um desafio. Depois, a curiosidade. A seguir, a ideia e logo depois a vontade. Pelo caminho, apareceu a Vera que concordou logo. Depois mais um, e mais outro. Surge a data, os "necessários" e segue um email. E é tudo o que é preciso para iniciar uma viagem.
Junho acabou com um fim de semana excelente, a querer deixar no ar a promessa de um verão quentinho e feliz: os dias grandes e quentes, as noites animadas com amigos, as churrascadas e sardinhadas ao som de piñatas a rebentar e risos de crianças, as horas no jardim e nas esplanadas com cerveja e tremoços, as fotografias que ficam tão bem com esta luz, as janelas abertas para deixar entrar o sol.
Julho promete: concertos, música, amigos, festas, sol, calor, praia... que bom que é o Verão!
Não tenho referido aqui que tenho treinado. Mas tenho, e muito. Tenho-me dedicado ao ginásio e à corrida... e é já um bichinho que não se cansa! Neste sábado último, participei na Corrida Solidária Bosch, sem grandes expectativas. Ainda assim, foram 10 kms em 1 hora e poucos segundos.
Agora, é apontar para a São Silvestre, e treinar mais e mais. Quero conseguir fazer um bom tempo em Dezembro, sem dores nem cansaço excessivo. E não tenho grandes dúvidas que vou conseguir!
Não? Pois bem, refiro agora: detesto pessoas. As pessoas são complicadas, estranhas e esquisitas. Ou isso, ou sou eu que espero demais. Sim, entre muitos outros, tenho um problema grave: sou muito realista no que toca às minhas ambições e objectivos, mas não consigo deixar de manter as expectativas muito muito altas. Eu sou assim. Se vou, vou para ganhar. Se faço, faço para ficar perfeito. Se digo, digo bem alto. Se gosto, espero delas o que esperaria de mim na mesma situação, ou seja... demais. E isto, invariavelmente, leva-me a reiterar a conclusão de que "pessoas" não são para mim.
Eu sei que não devia sequer relacionar-me com elas. Sei que devia manter uma relação de distância com elas. Sei que nem devia sequer pensar que "devo ser eu que sou paranóica, e isto das pessoas até deve ser porreiro, eu é que sou uma anti-social". Sabem porquê? Porque não sou paranóica. Não sou anti-social. Sou só parva. Sempre que começo a relaxar e a sentir-me confortável no meio das ditas pessoas, lá vem a bofetada a dizer "ainda não chega? ainda não te cansaste disto?"
Posto isto, desisto. Vou abandonar definitivamente esta ideia de tentar dominar o tema "pessoas". Assim como assim, já tenho ensinamento para os próximos anos. Depois, logo se vê.
Agora, tenho um telemóvel em condições. E vontade. E algum tempo. E vontade. E vontade. Vontade para voltar a escrever aqui umas coisas.
Tenho andado completamente desaparecida. Ora, perguntam vocês, porquê? Porque simplesmente não tenho tido tempo sequer para me coçar, quanto mais para vir aqui debitar umas merdas sem sentido. É uma espécie de recomeço. E eu adoro recomeços. Porque é tudo novo, porque tudo volta a fazer sentido, tudo está muito mais presente, tudo nos faz sentir coisas, outra vez. Sentir é importante, para não estar no estado vegeto-depressivo que esta porra de vida nos impõe. Sentir, novo, outra vez. Parece-me bem.
E só porque sim, levam com uma cara nova. São Pedro não ajuda com sol, mas eu quero fazer este blog ganhar uma vida nova. Só porque sim, só porque me apetece. Porque fazer coisas só porque nos apetece é bom. Muito bom.
Pois é, pois é... eu ando por aqui, mas sem dar mostras de ter tempo para coisa alguma... estão a faltar aqui fotos, novidades... está a faltar vir aqui mais vezes e dedicar mais tempo a este cantinho!
Mas hoje, devia estar de férias, e estou a trabalhar... por isso dêem-me o desconto!