Hoje, pela hora do café, a conversa caiu no judo. E eu, instantaneamente, senti saudades. Saudades do tempo que já lá vai (apesar de eu dizer centenas de milhares de vezes que não tenho saudades, não é bem bem verdade...), do judo em si, das pessoas, do sítio. Já lá não vou faz 8 anos. 8 anos numa vida não é muito tempo, mas olhando para trás, é tempo suficiente para me matar de saudades. Fiquei nostálgica, quando me lembrei das horas passadas no tatami, das pessoas do dojo e até do meu quimono. Senti falta de arrumar o saco, dobrar o meu cinto com cuidado, dos vestiários, e do branco das vestimentas. Senti saudades de atar o cinto: primeiro o branco, depois o amarelo, o laranja, o verde e por fim o azul, que foi onde parei a minha instrução. Senti saudades de dar o nó, ajeitar as abas do quimono e... agarrar a aba do parceiro. "Desiquilibrio, técnica, força e cair no chão". A disciplina, o respeito e a amizade que se gera naquele ambiente é eterna. Uma vez judoca, para sempre judoca. E hoje, tenho saudades. Saudades até das caimbrãs, das nódoas negras e dos pulmões comprimidos quando a queda não era feita em perfeitas condições. Sinto saudades da textura do casaco, do cheiro característico do espaço e do cansaço quando, depois de duas horas de treino, finalmente nos despedíamos do tapete verde. Sinto, acima de tudo, saudades de mim e apetece-me chorar porque vejo hoje que deixei ir uma parte de mim importante o suficiente para, 8 anos depois, ainda saber o que é o ippon, o koshi-guruma, o sumi-gaeshi e outras tantas por aí. Saber que quando estamos em apertos, 2 toques no parceiro ditam a nossa derrota. Que quando caímos de costas, acaba o combate. Deixei ir, e parece que desisti. E no final das contas, eu gostava daquilo. E desisti. E tenho pena, e saudades. E é isto.
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
sábado, 9 de fevereiro de 2013
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
I'm back!
Voltei ontem à corrida: 5.5kms, 33 minutos. Chegou a hora de passar ao próximo nível: 7kms.
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
Baldas
... é o adjectivo certo para mim durante a semana passada. Treinei zero para a corrida... e portanto esta semana tenho que compensar!
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
Mudanças
São constantes na vida. Para mim, está a chegar uma. Quer dizer, é para nós - e não tenho dúvidas que as mudanças são boas. Cá dentro, bem no fundinho, desejo que no final do dia, nada mude. Que nos vamos continuar a falar, a saber que comprámos cortinas novas, a partilhar confidências e histórias e gostos e maluqueiras. Cá bem no fundo, desejo poder continuar a acompanhar a saga "casamento", e "férias" e "casa nova" - projetos e sonhos e concretizações. Estes e os que estão para surgir. Porque a amizade é mesmo importante, porque faz sentido e nos dá sentido também. Desejo-te tudo de bom, toneladas de sucesso e tudo o que mais houver - e espero que continues por "aqui", uns dias mais outros menos, e que o "aqui" seja sempre perto.
São só 70 kms, mas ainda é muito quilómetro.
quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
Scandal US
E vi ontem os 3 episódios da season 2 que me faltavam para ficar a par da série nos States. Até agora, tenho a dizer que estou completamente viciada na série. Adoro. O enredo, as personagens (tirando o NormLewis , que interpreta Edison Davis e que luta pela atenção da Olivia..., que é mui-to f-r-a-c-a concorrência face a Tony Goldwin, o Mr. President), a intriga e a trama, o conceito e toda a envolvente desta história. Adoro. Mesmo. E estou já um bocado a tremelicar e a espumar pelo próximo episódio. Que deve sair amanhã. As minhas personagens favoritas? Fitz Grant (naturalmente), Olivia Pope (óbvio) e Cyrus Beene. São eles o motor desta história, e fazem-no muito bem.
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
28 de 365
Ultimamente, tenho ido muitas vezes almoçar fora. Custa-me porque eu devia trazer almoço - mas a verdade é que nem sempre apetece. E outras vezes, mesmo trazendo almoço, apetece-me ir almoçar fora.
E porque afinal de contas, não tenho assim tantos luxos, quando me apetece, vou almoçar fora.
E como gelatina de sobremesa!
27 de 365
Tem sido sempre assim: chegar a casa, acender a lareira, ver TV.
É a melhor parte dos meus dias, porque me sinto bem em casa e porque adoro estes pedaços em que posso estar em casa, sentir-me em casa, viver em casa.
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