domingo, 2 de dezembro de 2012

Frio frio frio!

Hoje, já fora, está qualquer coisa deste estilo...



sábado, 1 de dezembro de 2012

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Ricardo Araújo Pereira, brilhante como sempre *

Após alguma reflexão sobre o assunto, ocorreu-me que talvez fosse importante que alguém apresentasse Vítor Gaspar a um ser humano. Podia ser um encontro discreto, a dois, só com um terceiro elemento que começasse por fazer as honras: "Vítor, é o ser humano. Ser humano, é o Vítor." E depois ficavam a sós, a conviver um bocadinho.Perspicaz como é, o ministro haveria de reparar que, entre o ser humano e um algarismo, há duas ou três diferenças. O ser humano comparece com pouca frequência nas folhas de excel, ao contrário do algarismo. E o algarismo não passa fome nem morre, ao contrário do ser humano. É raro encontrarmos uma lápide, no cemitério, com a inscrição: "Aqui jaz o algarismo 7. Faleceu na sequência de um engano numa multiplicação. Paz à sua alma." Mal o ministro tivesse percebido bem a diferença entre o ser humano e os números, poderia voltar às suas folhas de cálculo. Admito que se trata de uma experiência inédita, mas gostaria muito de a ver posta em prática.Houve um tempo em que quem não soubesse de economia estava excluído da discussão política. Felizmente, esse tempo acabou. Os que percebem de economia são os primeiros a errar todos os cálculos, falhar todas as previsões, agravar os problemas que pretendiam resolver. As propostas de um leigo talvez sejam absurdas, irrealistas e inexequíveis. Não faz mal: as do ministro também são. Estamos todos em pé de igualdade. A realidade não aprecia economistas. Se um chimpanzé fosse ministro das Finanças, talvez a dívida aumentasse, o desemprego subisse e a recessão se agravasse. Ou seja, ninguém notava.Como toda a gente, também tenho uma sugestão para reduzir a despesa. Proponho que Portugal venda uma auto-estrada para o Porto. Temos três, e não precisamos de todas. Há-de haver um país que esteja interessado numa auto-estrada para o Porto. Não há nenhuma auto-estrada para o Porto no Canadá, por exemplo. Nem na Noruega. (Eu confirmei estes dados.) São países ricos, aos quais uma auto-estrada para o Porto pode dar jeito. Fica a proposta. Não é a mais absurda que já vi.

Ricardo Araújo Pereira, Visão, 29 Novembro 2012


* conforme original, aqui.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

E hoje... é dia de "novo"

Já tenho ginásio novo. Já tenho carro novo. Na próxima semana, vou ter casa nova. Só falta mesmo o emprego novo. 


Final de ano em grande!


terça-feira, 27 de novembro de 2012

Este ano a Popota esmerou-se

e escolheu uma música decente. Aqui fica:


segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Foi um fds bom, este que passou

Pena não ter dado mais um diazito. Fiquei com fotografias por catalogar, com arrumações por fazer, com pessoas por visitar, com sono por dormir. Fora isso, foi bom. Comprámos o nosso smart. Almoçámos com amigos. Vi muitas séries. Joguei muita PS3. Dormi pouco, mas dormi bem. O próximo está já marcado: vamos voltar para casa, dê por onde der. E tenho dito!

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

o ginásio, os jantares, as sextas-feiras e o Nicolau

Pois bem, a semana acabou por passar depressa (ainda bem) e finalmente decidi-me a mudar de ginásio. Lá fui, de mochila ao ombro, para experimentar um novo local de treino, toda empolgada. E valeu a pena. Estou toda rota hoje, motivada, cheia de vontade de voltar. Voltei a sentir alegria por estar "a sofrer milhões" esticada num tapete com 3 kgs em cada braço a fazer tricípes. A cada abdominal, os músculos gritavam de dor: e que bom que é! Banho tomado, músculos a latejar, fiquei convencida. Vou voltar, e para a semana, definitivamente. Mais uma vitória das forças do bem!

Adiante, fomos jantar. Mais uma vez, o bacalhau do sítio é ótimo, mas não justifica o preço... foi bom, com boa companhia, passou-se um bocado porreiro... mas não volto lá nos próximos 6 meses, que para ser roubada chega-me o Gaspar!

E hoje é sexta-feira! Yupi! Fim de semana à porta, com perspectivas muito muito boas!



Para terminar, resta-me um comentário ao senhor Nicolau Santos, que escreveu esta notícia aqui. A história é comovente, mas é acima de tudo conveniente. Histórias destas repetem-se todos os dias, em todas as vilas e cidades deste país. Meninos e meninas, jovens e adultos, que basicamente deixaram de ter como viver, e passaram a sobreviver. Se têm culpa? 70% deles não. E os outros 30% que é que interessa se tiveram culpa ou não? Mas se calhar o Gaspar também não tem culpa de tudo. Tem culpa de muito do que se passa agora, ao não olhar a meios para atingir os fins, ao não abrandar na austeridade e ao não forçar um alargamento do prazo. Mas the bottom line is: isto iria acontecer, se não hoje, daqui a meses. Porque não soubémos viver no tempo das vacas gordas. Porque os lobbies e os "jobs for the boys" e as cunhas e a corrupção e "os amigos" escangalharam este pequeno país. Mas fica a pergunta: como é possível que se tenha eleito alguém para PR que esfrangalhou tudo o que este país tinha, deitou dinheiro pela janela fora, e agora assiste impávido e sereno ao que se está a passar? De quem é a culpa? Do Gaspar? Não. É de todos. Nós. Ainda assim a miséria não olha a consciências, e quando ataca, não tem dó nem piedade. Custa-me ler histórias destas, claro. Custa-me pensar em quantos milhares de crianças passam fome. Fome. Não apenas de bolachas, mas de leite e pão, de cereais e carne, de arroz e peixe. Quem nunca pensou em ser pobre, está a passar agora uma fase decisiva. É preciso reeducar, repensar a maneira de viver, reduzir ao máximo e viver um dia de cada vez. É horrível, sim. Mas cabe-nos também a nós acautelar o futuro, aprender com os erros dos outros e olhar em frente com esperança. Se a tenho? Não todos os dias. Se acho que vale a pena? Não todos os dias. Se me conformo? Não todos os dias. Mas nos dias em que acontece, sinto uma nova alma a nascer, com uma esperança nova num mundo melhor. Quero muito viver. Quero muito que isto se componha. Quero muito "um país melhor". Por isso, senhor Nicolau Santos, se assistiu a essa cena e esperou que fosse a senhora de trás da fila a pagar o pacote de bolachas, não tem moral nenhuma para escrever acerca da pobreza. O jornalismo serve para anunciar e denunciar, mas sem nada fazer vale do mesmo. Aproveite para juntar às notícias os locais e campanhas que se fazer para fazer face às necessidades de quem  mais sofre. Publique fotos num dia no Banco Alimentar. Verá que além de comover os corações dos leitores, aconchega o coração de quem mais precisa, dando-lhes o que mais falta lhe faz: comida.

E dito isto, vou à minha vida, que o fim de semana está à porta!

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Amiúde me deparo com estes cursos

E um dia vou (voltar a) inscrever-me.
Porque me fez bem, porque fui prá rua com a máquina fotográfica, porque conheci mais pessoas, porque gostei. Quem me faz companhia?

Foto: Sai um curso intensivo de fotografia e edição de imagem em regime pós-laboral para quem quiser aprender e começar ou aprofundar, dá para todos :) 

https://www.facebook.com/events/405985502808681/

Mais infos, aqui.

Hoje é dia de mais preparativos de Natal

E até já fui às compras e tudo. Logo, vão sair Lemon Curds com fartura, para uns frasquinhos pipis que serão hermeticamente fechados pelo método "ferva e vire ao contrário".


Faltam 4 horas para sair daqui e meter-me a caminho da "bimby mais próxima" na casa da Vera. E por falar nela, que está doente e "parece que levou uma carga de porrada", um beijinho e as melhoras!

Até logo!

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Sabem aqueles dias

em que tudo parece melhor que estar onde estamos? Pois bem, este é um dia desses. Apetece-me pesquisar Smarts, desenhar etiquetas de Natal, ver blogs de qualquer coisa, pensar nas prendas que me faltam, imaginar como os cadeirões novos vão ficar com o tapete novo e as cortinas novas na sala nova. Qualquer coisa me parece mais atraente.

Como tenho que estar aqui, resta-me espetar agulhas nos olhos e agonizar o resto do dia!

Here we go again...

... para mais uma semana. Esta semana vai ser dedicada a organizar jantares de natal, sonhar com a árvore deste ano, embrulhar prendas, e (des)esperar pelo próximo fim de semana. O T. vai voltar ao Brasil, 2 semanas. Mas quando chegar, a casa estará pronta, com tudo no sítio, para o receber de braços abertos.

Vai ser uma semana longa, com muito trabalho... e por isso vamos lá começar!

domingo, 18 de novembro de 2012

Medula Óssea

Eu já sou dadora. Sempre fui. E quero mesmo mesmo que um dia o telefone toque e eu possa ser o PIN de alguém.

A Ursa está careca de quadripolarizar a doação de medula óssea e hoje, depois de ver mais um post a falar acerca do assunto, parei um pouco para reflectir. Porque também eu sou culpada - tenho em casa quem pode ser dador e ainda não lhe falei do assunto. O T. pode ser o PIN de alguém também. O meu irmão também. E a minha cunhada também. E a minha mãe, e o meu pai e o pai do T. e a mãe do T.

Porque é muito mais do que "ir ali dar sangue". E dar esperança a alguém. Mesmo que não sejamos o PIN, somos muitos. E sendo muitos é mais fácil. Porque hoje são os filhos dos outros, amanhã podem ser os nossos. São pessoas (muitas e muitas) novas, com a vida pela frente, cheios de força de viver, com vontade de ver o mundo, e fazer pelo mundo. A nós, cabe-nos fazer a diferença. Vou já espalhar o recado!

Nostalgia



sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Saramago 1922-2010

Faria 90 anos hoje.

Há duas palavras que não se podem usar: 
uma é sempre, outra é nunca.


José Saramago, in Público (1991)

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Be... Smart!

Tenho andado à volta de Smarts e mais Smarts e mais Smarts... são carrinhos fofos, económicos, 'canininhos, baratinhos... a escolha ideal. Sábado vamos "ver" e tentar o melhor negócio possível.



Com alguma sorte, para a semana já tenho carro!

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Hoje é dia de contrariar

...o título deste blog. Há dias tristes. Hoje é um deles. Independentemente se sou feliz ou não, hoje é um dia triste. E amanhã é dia de "fazer alguma coisa". Porque estou cansada, e porque acho que valho mais do que isto.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Azul céu

Hoje vi o início da nova aparência do meu quarto. Digo início porque a visualização do quão bonito vai ficar ainda só existe na minha cabeça. Mas hoje, pela primeira vez em 2 meses, sorri quando entrei pela porta, que agora está invariavelmente aberta. Ouvi o barulho da lixa da parede, e o silêncio próprio de quem está concentrado a alinhar o pincel para não esborratar a parede branca... de azul céu. Esta semana ainda chegam as madeiras, para tratar e aplicar.

Resta agora rever a lista do que tinha que comprar, contabilizar os gastos e espremer mais um pouquinho para arranjar as cortinas ideais para o nosso quarto, que agora tem um toque de azul céu. Ficou lindo, e ainda só tem uma demão. Já imagino tudo tudo tudo... e isso deixa-me feliz. Porque brevemente vou andar de volta de fotografia para emoldurar, espelhos e tapetes. Colocar tudo no sítio - completamente fora do sítio. Quero um tapete roxo, e um laranja. Quero uns estores bejes, e umas cortinas azuis. Quero um sofá novo, aproveitanto o antigo. Quero vidros novos. Quero vinis novos. Quero o conforto do meu lar.

Está quase. E depois prometo que coloco fotos de como ficou. Expectativas? Mais bonito, mais elegante, mais moderno, mais fancy. Mas sempre "nós". Porque tudo isto é para nós, para o nosso lar, para a nossa família. Porque só assim faz sentido.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Eleições e tal

Não gosto de falar destas coisas, mas hoje pela manhã liguei o televisor e fui cilindrada pelo discurso da vitória do Obama. Primeiro pensamento: "uffa!".

Esteve por muito pouco. Mas o Obama lá conseguiu arrancar a re-eleição. Eu nem conseguia imaginar o Romney na Casa Branca. Assim, por mais 4 anos, a América está safa dos Republicanos.

Note to self:despacha-te a ir lá, antes que aquilo se escangalhe tudo!

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Autoridade Tributária e Aduaneira

Recebi hoje um email destes senhores, a dizer para pedirmos as faturas. Que é um dever. Que é melhor para todos. Que é melhor para mim. E eu até sei que sim. E até peço faturas. O que me irritou foi a última frase do email:

"Em breve receberá mais informação acerca dos benefícios fiscais (até € 250) que serão proporcionados a quem exige fatura."

Faltou referir que estes 250€ são a "paga" por apresentações de faturas de valores ridicularmente altos. Ou seja, fazemos o trabalho deles, pagamos mais um pedaço em alguns sítios (23% para ser exata) e ainda somos enganados.

E só apetece mandá-los lixar.

sábado, 3 de novembro de 2012

Frutos Silvestres

Acordei a apetecer-me bolo de frutos silvestres. 
Levantei-me, meti-me à estrada e fui abastecer-me de tudo o que precisava para fazer o dito bolo. 
Às 20h, estava feito.


E logo desapareceu.

A receita é esta.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Impressionante

É a melhor palavra para descrever o concerto de ontem dos Ornatos. Enquanto a música tocava, ouvia-se o Coliseu inteiro a cantar a par. Quando a música parava.... era ensurdecedor o barulho das ovaçaões, palmas, gritos e palavras de apreço. Nunca tinha visto nada assim. 5 encores. Pessoas no palco. 3 horas de música. Ouvi músicas que conheço dos meus dias. Ouvi outras que desconhecia por completo. Ouvi Roberto Carlos, quando soou Emoções pelo Coliseu. Fiquei exausta, não gostei de tudo, mas no geral valeu a pena. Porque estive lá, com eles, naqueles que foram muito provavelmente os concertos de uma vida.



E assim se despediram dos palcos, estes homens que tanta diferença fizeram na música portuguesa. Até sempre, como muito bem se despediram do mar de gente que encheu o Coliseu para ver, pela última vez, os Ornatos Violeta.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Polar Post Crossing 2012


i'm in! mais detalhes aqui.
E depois, algures em Dezembro, vou receber um postal "à moda antiga".

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

old school girl

Sou uma rapariga old school. Noto-o em muitas situações, mas de cada vez que pego no telemóvel sinto-o claramente. Sinto falta das teclas. Do som. Dos cliques. Do feedback. De conseguir escrever uma mensagem apenas com uma mão e sem ter que olhar para as teclas.

Estes novos telemóveis são todos touch, e eu quase que os detesto. Fazem-me sentir desconfortável, incomodada. Já prefiro ligar a alguém a ter que mandar uma mensagem. Demoro 100xs mais tempo a escrever uma mensagem agora. E fico triste. Porque investi uma pequena fortuna num telemóvel que agora me apetece deitar janela fora.

Sou old school. E queria ter um telemóvel de teclas.

sun's shining!


E isso significa que as obras lá em casa irão recomeçar a bom ritmo. Status? qua-se. Falta lixar as paredes. E tratar as madeiras. E pintar as paredes. Fora isso, está feito.

Boas notícias no início da semana!


domingo, 28 de outubro de 2012

showRSS

Descoberta fabulosa acabadinha de fazer. Uau, a minha vida ficou muito mais fácil! =)

Produtivo

... é um bom adjectivo para o meu fim de semana. Fiz muitas coisas. Muitas coisas da minha todo list, e ainda além. Descansei muito, orientei prendas de natal (e cheguei à conclusão de que sou muuuuito má para artesanatos, o que é uma pena lol), vi filmes e séries, comprei bilhetes para o Cirque du Soleil, arrumei toneladas de coisas, limpei o meu jardim.... enfim. Foi bom. Muito bom.





Faltaram as fotos. E a leitura. Mas fiz muitas outras coisas. E de momento, as far as I'm concerned, foi um bom fim de semana.

Venha o próximo.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Foi uma semana de loucos

esta que se está agora a findar. Acho que fiz um bocadinho de tudo, sem ter feito muito de nada - além claro está de ter que bater os calcantes no trabalho todos os dias pela manhã e trabalhar que nem uma moura.

A verdade é que não tenho vida. Tenho imensos projectos, vontade de os implementar, imensas ideias, imensas vontades e wishes e todo lists. Mas a maioria fica por aí mesmo - por vontades. Não faço de propósito, e chego a sentir-me culpada: não faço jantar, não arrumo a casa, não passo a roupa, não tiro fotografias, não vou ao ginásio tantas vezes como gostaria, não vejo viagens, não vejo séries, não faço a planificação das prendas de natal, nem planeio com antecedência as prendas de aniversário que quero oferecer. Nisto, como imaginam, a minha vida resume-se a: levantar - enfiar qualquer coisa pela garganta abaixo - trabalhar, trabalhar, trabalhar, trabalhar - almoçar - trabalhar, trabalhar, trabalhar, trabalhar, trabalhar, trabalhar, trabalhar, trabalhar, trabalhar - voltar para casa - enfiar qualquer coisa pela garganta abaixo como jantar e... dormir. Para recomeçar tudo no dia a seguir. Quase que me sinto revoltada e invejosa e furiosa quando sei que há pessoas (oh abençoadas) que às 17h30 da tarde picam o ponto para sair. Sem culpas, sem remorsos, sem medos, sem frustrações. Picam e saem. Porque "amanhã também é dia".

No meu caso em particular, amanhã também é dia, mas era muito melhor "se fosse para hoje". Queria mesmo, com todas as minhas forças, ser uma mulher exemplar. Que trabalha, que trata da casa, que trata de si, que trata da família e que ainda tem tempo para "dar tempo" aos amigos. A verdade? Não sou. Tenho que andar sempre a correr, a dispensar a quem me merece toda a atenção do mundo pedaços dos meus dias, e a deixar ficar para "amanhã" o que eu queria mesmo mesmo mesmo fazer hoje. Mesmo. Sim, eu sei, há milhares de pessoas que poderiam dizer o mesmo, em muitos locais do mundo. Mas com os males dos outros posso eu bem. Os meus é que me apoquentam e chateiam. Sabem o que seria fe-no-me-nal, este fim de semana? Eu conseguir proceder à "limpeza da minha consciência":

Ir ao ginásio (hoje. e domingo).
Atualizar este blog (que já sente falta de atenção e bons posts).
Tirar umas fotos (boas fotos, fotos que me encham a alma).
Atualizar a minha lista de prendas de natal, embrulhar as que já tenho e planear mais umas poucas.
Atualizar o excel da viagem à Escócia (que quero mesmo mesmo mesmo fazer).
Ver os episódios de Grey, Castle, Vampire Diaries, Mob Doctor e Mentalista que tenho já à espera.
Ver a "Bela e o Caçador".
Ir ao cinema ver o "Frankenweenie" (ou o 007, uma vez que o Fw não está ainda em Avr).
Ler um bocadinhooooo da "queda".
Tratar das prendas de aniversário que se aproximam.
Acertar o orçamento familiar e refazer previsões.
Arrumar a garagem de casa.
Arrumar os armários da casa onde estou agora "refugiada".
Analisar bem bem bem a casa "nova", para ver se está a ir tudo em condições.
Descansar.
Dormir.
Namorar.
Ir às compras. Para casa. Para mim. Para o T.
Estar com a família (num almoço ou jantar a combinar).
Estar com os amigos. Num sítio qualquer. Nem que seja só "por um bocadinho".

Em suma, não vou conseguir fazer isto tudo. Mas saber o que tenho que fazer já é bom. E eu ficaria muito feliz se, Domingo à noite, tivesse esta lista toda riscada. Para poder adicionar mais coisas sem ficar em pânico só de olhar para isto.

Estou tãaaaaao coiso que nem parece sexta-feira. Seis horas, podem chegar por favor?


terça-feira, 23 de outubro de 2012

10

é o número de horas que já tenho hoje no costado. Ah alegria!

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

cogito ergo sum

... e como tal, tenho opinião. Acerca de tudo. Senão vejamos:

  1. o meu sporting só me dá desgostos. se acho que a culpa é do domingos, do sá pinto, do carvalho, do peseiro ou do oceano? não. acho que a culpa é principalmente da direcção. precisamos de sangue novo, caramba! acho que a culpa é dos adeptos, que a cada derrota querem mandar os treinadores embora. é preciso calma, irra! acho que a culpa é dos jogadores. independentemente de gostarem ou não do scp, é o scp que lhes paga e lhes mantém os luxos. joguem, diabo!
  2. este tempo é uma m***. lá fora, está frio. aqui dentro, está um calor que não se pode. Quando saio porta fora sinto-me péssima. parece que saí de uma época que não esta, e toda a gente está preparada para o tempo que se faz sentir, menos eu.
  3. preciso de férias. preciso de descanso. quero viajar. ir à Escócia. ver o monstro do lago ness. ver os museus do whisky. passear em edimburgo. mas férias só para o natal. damn.
  4. preciso de umas idas ao ginásio em condições. entenda-se ir para estar a suar as estopinhas tempo suficiente para poder enfardar ao jantar sem me sentir culpada. tempo, onde andas?

Por outro lado,
  1. já iniciei os preparativos de natal. tenho n ideias, projectos, coisas para fazer. e que bem que isso me faz sentir!
  2. tenho a casa quase pronta. quase quase. quase quase quase.
  3. estamos quase a 2 meses da véspera de natal. só pode ser bom, certo?

Penso, logo existo. Mas havia coisas que eram escusadas.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Ironia?

Não. Oportunidade.

Eu - Mas vamos comprar um exaustor novo?
T. - (já cansado da conversa) Não sei. Uma coisa de cada vez. Já gastaste pipas de guito este mês. Sossega
Eu - (aborrecida) Ainda me hás-de dar razão. Depois quero ver o cagaçal que vai ficar na cozinha! Era muito mais fácil se fosse feito agora!
T. - (silêncio)

Passadas 2 horas:

Eu -  O meu irmão tem uma wii para vender por 130€.
T. - Diz-lhe que damos 100€. Se ele quiser, negócio feito.
Eu - (incrédula) o_O

Conclusão: não temos exaustor.  Mas temos uma Wii.

Vá-se lá perceber estas coisas!

Valeis muito mais que os passarinhos do ar

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=ZEynMu79TuY#!

Fiquei com os olhos rasos de lágrimas, de tão bom que foi ver este vídeo. Não pude deixar de pensar nos meus pais, e de sorrir só de saber que ainda os tenho comigo. Apesar de lhes dizer muitas vezes o quanto os amo, não posso deixar passar hoje sem os lembrar que são uma parte muito importante da minha vida.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Quase bom demais para abrir

... é o título da campanha de Natal da IKEA.

Um monte de presentes embrulhados com um bonito papel.

E eu concordo! :)

domingo, 14 de outubro de 2012

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

terça-feira, 9 de outubro de 2012

E se eu vos dissesse...

... que a 9 de Outubro de 2012, comprei a minha primeira prenda de Natal deste ano?

Ah pois é! :)

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Dead line is...

Outubro'2012 - asap
ler "a queda dos gigantes". nos meus cadeirões novos. na minha casa "nova".

Outubro - Novembro'2012
casa pronta e arranjada (se possível, com orçamento reduzido e muita alegria).

Outubro - Dezembro'2012
preparar o natal: fazer listas, orientar prendas, comprar porcarias e organizar jantaradas.

Outubro'2012 - *
arranjar um carro. Bom. Bonito. Barato.

Dezembro'2012 - Março'2013
Planear viagem à Escócia (com um orçamentozinhooo).

Hoje, acordei e uma ideia assaltou-me o cérebro:

Estamos tramados. Por tudo. A verdade é que, se por um lado a última coisa em que me apetece pensar é a crise, não posso fugir dela.

Acordo cheia de alegria, porque tenho n projectos espectaculares em mente, mas depressa a alegria se esvai ao pensar "e dinheiro?". Queria remodelar a minha casa sem pensar no preço da tinta, dos tapetes, das cortinas e da estante que quero tanto comprar. O meu lar já é fabuloso, mas eu podia torná-lo ainda melhor, houvesse dinheiro.

Queria comprar um carro novo, para nós, e porque precisamos tanto dele, mas e depois? Seguro, combustível, prestação... será que conseguimos continuar a comer?

Queria viajar para a Escócia no próximo ano... mas e se o IRS me esmaga as poupanças e eu tenho que ficar apeada? E se os subsídios já não chegarem para amontoar naquela continha pequenina que temos para as emergências?

Queria planear o Natal, sem pensar em custos. Queria que o DIY das prendas e lembranças fosse apenas porque gosto. Mas não é. Queria colocar todo o meu carinho e amor nas coisinhas que vou fazer, e queria que as pessoas o recebessem de gosto simplesmente porque foi feito por mim. Não queria ter que dizer "isto  está difícil" ou ouvir de volta "este ano não pudémos comprar presentes"! Sei que este é um pouco, como dizer, superficial, mas digam-me lá que Natal é que não tem frutos secos, bacalhau, batatas, bolo rei, ovos moles, pão de ló de Ovar, tortas e leite creme, rabanadas e filhoses e velharacos e molotof? Os camarões, o vinho, a boa mesa... a família. Vejo isto um bocado ameaçado este ano. Porque sei que a família vai falar da crise numa noite em que, digam o que disserem, o menino Jesus está lá para nos juntar na mesma casa, na mesma mesa, na mesma alegria. Porque sei que, logo ali ao lado, vão haver meninos que não vão ter nada disto, e nem é preciso falar das prendas.

Não sei onde isto vai parar, mas quer-me parecer que não será num sítio bom. Este artigo abaixo, mostra os enormes impactos que não são calculados nos pareceres dos nossos governantes. Não pude deixar de partilhar.

«Quando o Governo subiu o IVA de 13 para 23% na restauração, António, temendo as consequências da subida de preços no seu pequeno restaurante de Campo de Ourique, resolveu encaixar ele o aumento...
sem o repercutir no preço das refeições. Aguentou até poder, mas mesmo assim a clientela começou a baixar lentamente: parte dela, que lhe assegurava umas trinta refeições ao almoço e metade disso ao jantar, era composta por funcionários públicos, que trabalhavam ali ao lado e cujos salários e subsídios tinham diminuído, com a medida destinada a satisfazer as condições do "ajustamento" da economia.Quando reparou que Bernardo, um cliente fiel e diário, tinha passado a frequentar os seus almoços apenas três vezes por semana, António tomou aquilo como sinal dos tempos que ai vinham: sem outra alternativa, despediu a ajudante de cozinha, ficando apenas ele e a mulher no serviço de balcão e mesas e, lá dentro, um cozinheiro sem ajudante. Mas a seguir notou que também Carolina e Deolinda, que vinham almoçar umas três vezes por semana, agora vinham apenas uma e pouco mais comiam do que saladas ou ovos mexidos. Em desespero, teve de subir os preços e Eduardo, um reformado cuja pensão tinha diminuído, desapareceu de vez. Foi forçado a cortar drasticamente nas compras a Francisco, o seu fornecedor de peixe, e a atrasar-lhe os pagamentos: com cinco outros restaurantes, seus clientes, na mesma situação, Francisco viu o seu lucro reduzido a zero e optou por fechar a sua pequena empresa e inscrever-se no Fundo de Desemprego.Mais tarde, quando Gaspar, o ministro das Finanças, anunciou mais um aumento do IRS e declarou que o "ajustamento" não se faria através do consumo interno, também Bernardo desapareceu para sempre e, depois de três meses sentado na sala vazia, dando voltas a cabeça com a mulher e tendo ambos concluído que já era tarde para emigrarem, António tomou a decisão mais triste da sua vida, encerrando o restaurante Esperança de Campo de Ourique e indo os dois engrossar também o rol dos desempregados a conta do Estado.Apesar de ter gasto parte, agora importante, das suas poupanças de anos a anunciar o trespasse, António não conseguiu que ninguém lhe ficasse com o estabelecimento e não lhe restou alternativa senão entrega-lo ao senhorio Henrique, para não ter de pagar mais rendas. Quando desabou, demolidor, o novo aumento do IMI, já Henrique tinha desistido de conseguir alugar o espaço ou mesmo vender o imóvel: não pagou e deixou que as Finanças lhe levassem o prédio.Assim se concluiu, neste pequeno microcosmos económico de Campo de Ourique, o processo de "ajustamento" da economia portuguesa: vários trabalhadores reconvertidos a marmita, cinco outros desempregados, duas pequenas empresas encerradas e um senhorio desprovido da sua propriedade.Nessa altura, Gaspar, Rufus e Selassie deram-se conta, com espanto, de várias coisas que não vinham nos livros: que, apesar de aumentarem sistematicamente a carga fiscal, podia acontecer que a receita do Estado diminuísse; que os sacrifícios sem sentido implicavam mais recessão e a recessão custava mais caro ao Estado, sob a forma de mais subsídios de desemprego a pagar; que uma e outra coisa juntas não tinham permitido, ao contrário das suas previsões, diminuir o défice ou a dívida do Estado; e que o que mantinha o país a funcionar não eram as grandes empresas e grupos económicos protegidos, nem sequer os 7% de empresas exportadoras, mas sim os 93% de empresas dirigidas ao mercado interno, que respondiam pela esmagadora maioria dos empregos e atendiam as necessidades da vida corrente das pessoas comuns.E, passeando melancolicamente nos jardins de Yale, numa chuvosa manhã de Thanksgiving, Rufus e Selassie deram com um velho cartaz colado a uma parede, desde os tempos da primeira campanha eleitoral de Bill Clinton: "É a economia, estúpidos!"»


in Cocó na Fralda

domingo, 7 de outubro de 2012

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Só porque me apetece...


... e me trás boas recordações!

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Sorriso #1

Tenho 5001 tipos de sorrisos. Os que mais utilizo são o #1 e o #33. E isto dá-me para pensar: "porque raio é que não lhes deste nomes sequencias - tipo #1 e #2, uma vez que são os que usas mais?"

A resposta surge tão naturalmente "como a água": porque seria demasiado simples. E eu, que até posso ser muita coisa, não sou definitivamente simples. E hoje é dia de sorriso #1.

domingo, 30 de setembro de 2012

Blue and Grey

MALIN BLAD Capa de edredão e 2 fronhas IKEA
Este é o novo aspecto da minha cama... que boooooooooooom!

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

sorriso #33

É o que mais tenho usado nestes dias. Sinto-me cansada, assoberbada e, ainda assim, insatisfeita.
Mas o sorriso #33 dá sempre jeito nestes dias, e ainda bem que existe!

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Chegou a chuva...

... e o tempo encoberto, e um laivo de frio percorre os ossos quando saímos para a rua. Chegaram os dias mais pequenos, e a melancolia começa a pautar os dias.



Chegou o Outono, claramente. Por outro lado, chegaram as noites a ouvir chuva a cair, a roupa mais quente e os casacos, as botas e os guarda-chuvas da moda. Chegaram os dias frios e as mantas e a lareira.

Chegaram os jantares em casa de amigos, as comidas quentes e as sopas. Chegaram as galochas, as carteiras de veludo em tons castanhos. Os impermeáveis, as gabardines, as bombazines e as lãs.

Como tudo na vida, tem prós e contras. O Verão terminou e foi ótimo. Vai deixar saudades, mas vai voltar em força para o ano.

Agora, está na altura de aproveitar o quentinho, o aconhego e as cores desta nova estação.


here comes the rain again
falling from the stars
drenched in my pain again
becoming who we are

as my memory rests
but never forgets what I lost
wake me up when September ends



sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Xtmas Project 2012

Abriu a época dos projectos de Natal. E este ano, seremos ainda mais. A projecção: 15 pessoas.
Vai haver barulho, confusão, pouco espaço. Vai haver comida a rodos, prendas e árvore de Natal.
Enfeites, luzes, sacos...

Mas mais importante que tudo, uma família de volta de uma mesa muuuuito grande. E é assim que se quer.

Sim, sou louca por estar já a pensar nisto... mas ao menos ando feliz, 'tá?

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

E foi assim...

... houve champanhe, ovos moles, risos e boa disposição. Houve fotos, flores, alianças e muita felicidade.


[os noivos no Jardim da Cordoaria]

[os ovos moles!]

[as alianças]

[a lapela do noivo]

[a noiva]

[o champanhe!]

[o bolo dos noivos!]
 
Não foi grande. Não foi longo. Não foi comum. Foi simples, pequenino e intimista. Foi preparado com carinho, e com carinho foi recebido. Foi bonito...
... numa palavra: per-fei-to!

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

É hoje!

Ah pois é!

O mini projecto em curso termina hoje, já com saudades minhas desta azáfama atarefada! Espero que termine em grande, com sorriros, surpresas e muita, muita alegria!

Já está tudo a postos para fazer furor!

Depois venho colocar fotos!

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

You know what?

Estou mesmo entusiasmada com esta ideia. E quem me conhece sabe do que falo.

Não era mesmo mesmo espectacular? Es-pe-cta-cu-lar, era o que era.

domingo, 16 de setembro de 2012

Starting over...

... é a palavra de ordem hoje.

Foi dia de arrumações... tenho a casa vazia e a garagem cheia. Tudo empilhadinho... o que estava em 160m2 de casa, está agora num tiny tiny espaço de garagem. No final do dia (e apesar de saber que tinha que o fazer), tinha o coração apertadinho....


... mas é também uma hipótese de começar de novo. Remodelar. Pintar paredes de outra cor. Tapar buracos antigos e fazer novos. Mudar os quadros de sítio. O sofá de lugar. Colocar papel de parede. Tapetes novos. Cortinas novas.

No final, vai valer a pena o esforço. Hoje (e durante umas semanas) irei viver como uma refugiada.

E já tenho saudades!


May your home be bright with cheer, 
May your cares all disappear, 
May contentment come your way, 
And may laughter fill your day. 

Wishing you always 
Walls for the wind 
And a roof for the rain 
And tea beside the fire 
Laughter to cheer you 
And those you love near you 
And all that your heart might desire! 

May you have warm words 
on a cold evening, 
A full moon on a dark night, 
And the road downhill 
all the way to your door.

sábado, 15 de setembro de 2012

15/Set - Manif

Desta vez, foi a sério. Desta vez, foram muitos.
Desta vez, valeu a pena.

[imagem daqui]

[imagem daqui]

[imagem daqui]

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Amizade

A amizade consegue mesmo arrancar-nos sorrisos, e colocar-nos um pouco mais de felicidade no coração.

Vale todo e cada momento que lhe dispensamos, as preocupações e alegrias mútuas - pelos nossos sucessos e pelos sucessos de quem nos está mais perto do coração. Vale cada centímetro de caminho. Vale cada riso, cada história, cada incentivo, cada pensamento, cada "vai correr bem!" e cada "conta-me as novidades!".

Fiquei imensamente comovida com este post, que nos une como se de uma pequena sociedade secreta se tratasse. Fico muito grata por fazer parte "disto" que partilhamos. Espero poder fazer parte durante muuuuitooo tempo!

Obrigada, C.!

E por toda a parte...

... nas ruas, nos jornais, no facebook, na blogosfera, se sente o mesmo desespero, pânico, revolta e tristeza.

Poderia escrever aqui como me sinto, mais uma vez, e dissertar (mais uma vez!) sobre o assunto, mas na vez disso deixo-vos mais um testemunho com o qual me identifico e concordo totalmente.


«Amigo Passos,

Na primeira mensagem que te enviei, tratei-te por Doutor, cheia de salamaleques, mesmo sabendo que não vais ler uma frase do que escrevi. Depois chegou a tua mensagem de facebook, e entras com aquela de "amigo" para fingir uma proximidade de alguém que não conhecemos, mas que é uma simpatia, um porreiro. E como eu trato os meus amigos na segunda pessoa do singular, vai assim mesmo. Acho que aguentas. 

Uma vez que a mensagem enviada através da página do governo tinha limite de caracteres, levas com mais uma que eu ainda não parei de pensar. Sabes que na Sexta tinha um nó tal na garganta que nem jantei?

Então, depois de tudo o que disseste, pus-me a fazer contas. Eu nem queria acreditar! Vais roubar-me o valor correspondente a mais de um vencimento. Comecei a pensar o que poderia fazer com esse dinheiro que vais tirar pondo a mão na minha carteira e aqui te deixo alguns exemplos. O que me vais tirar dá para...

- ... pagar 7 meses de supermercado (SETE MESES!). Para poupar esse dinheiro fico 7 meses sem comer?

- Ou dá para pagar um ano de gasolina (ao preço de hoje, pois eu sei que já lhe darás tratamento) e pagar uma parte do seguro do carro.

- Ou dá para pagar 6 meses (SEIS MESES!) à Dina que me organiza a casa duas manhãs por semana. E o que eu queria ter mais que isso! «Ah e tal, isso são luxos». É mais ou menos. Se eu não tiver Dina, com o tempo que tenho disponível e com o talento que temos para a lida do lar, eu e o meu marido vamos começar aos gritos. Depois já não nos suportamos, vai cada um para seu lado, eu volto para casa da minha mãe que não tenho outro remédio. Entro em depressão e fico de baixa porque não teria forças para trabalhar. Queres ficar a pagar a minha baixa ou queres que eu pague à Dina? Além disso, tens noção a quantas pessoas que limpam as casas dos outros é dado trabalho? Preferes que despeça a Dina para ela viver do rendimento mínimo? Olha bem a despesa: eu de baixa e a Dina a viver do rendimento mínimo, tudo porque tiras 7% a achar que vais criar emprego e fazer mexer a economia.

- Ou dá para pagar-me umas férias. Esta dói-me, eu que sou mulher do mundo e passo o dia a pensar em conhecer outras culturas e locais. «Ah e tal, isso são luxos». Não Passos, é fruto do trabalho das pessoas e do que elas querem fazer com o que ganham. Há que distinguir entre viver e sobreviver. E se eu vivo e trabalho, se tenho as minhas dívidas pagas, com o que sobra mereço proporcionar-me prazeres, para ter alegria na vida, para ter motivação, trabalhar pela próxima oportunidade de viagem ou de prazer, e não andar a pagar os carros e luxos (esses sim) do governo.

Se eu não devo nada a ninguém, se tenho os meus impostos em dia, se sou uma cidadã correcta que todos os meses requisito serviços com parte do que ganho para ajudar os mais desfavorecidos, para lhes dar trabalho, entendo que mereço tirar uma parte para mim. Tenho realmente pena de quem não tem oportunidade de fazer por si ou pelos outros, de ter umas férias de vez em quando, mas a minha ideia de trabalho não é sobreviver, que isso é cenário de guerra. Se eu trabalhasse apenas para pagar as contas e poder comer, ficando sem nada para mim, sem poder ter qualquer prazer, ou me pirava daqui para fora ou pirava da cabeça (mais uma baixa). Lembra-te dos suicídios da Grécia! As pessoas precisam de alegria além do trabalho! De sentir alegria e que o caminho para a frente será melhor!

- Ou dá para 80 pacotes de fraldas. Ora, não sei se uma criança precisa de tantas fraldas até chegar às cuecas, mas daria com certeza para a alimentar, vestir e levar ao médico durante um ano. Repara no "daria". Estou em tal pânico com o que andas a fazer e com a minha falta de perspectivas que não sei se tenho coragem de avançar. Eu não quero ser dependente de outras pessoas. Toda a vida trabalhei, eu quero conseguir tomar conta de mim. Sempre. Isso consome-me. Mas creio que não vai acontecer porque não vou engravidar este ano e porque no próximo te preparas para subir o IVA, que eu não sou parva.

Tendo em conta a vida em família, já viste bem a falta de esses 7% que parecem uma ninharia fazem a uma casa? Mas mau, mau, é que tem muito menos que eu. Histórias que eu oiço de absoluta miséria. Tristezas que vou lendo nos jornais. Realidades às quais não consigo vestir a pele. São histórias de sobrevivência, dia após dia, sem alegria de viver, uma vida de preocupações, que felizmente não é o meu caso e não é para lá que quero caminhar com os teus obscenos impostos. Assim, resta-me falar de mim. Estudei, tive empregos, fui ganhando mais um bocadinho aqui e acolá e sempre tive outros trabalhos além dos empregos. Mato-me a trabalhar e não quero andar a trabalhar para pagar os teus luxos, mas pagar pelo que preciso e me dá alegria ou me é gratificante. Ninguém quer passar de cavalo para burro ou trabalhar para aquecer! No mínimo quero manter-me onde estou!

Outra coisa interessante que te posso dizer é que na verdade não sou casada. Podia casar, mas de cada vez que me lembro que para carimbar um documento de total separação de bens (com mãos de oiro num qualquer notário) levam 250€. E fico logo enjoada.

E de cada vez que me lembro que se casar fico a perder e a pagar mais impostos, dá-me vómitos.

E de cada vez que me lembro que disseste que não gostavas de governos fracos que não soubessem prejudicar menos os contribuintes, tenho vontade de te procurar. E de cada vez que me lembro que afirmaste, mesmo antes de aumentar o IVA, que essa ideia não tinha fundamento e depois aumentaste o IVA com olhos de gatinho "teve de ser", tenho vontade de te procurar. E de cada vez que me lembro que afirmaste que acabar com os subsídios era um tremendo absurdo (que era a única coisa que permitia a muita gente ter férias, pagar seguros, pagar livros de escola), e acabaste mesmo com eles, tenho vontade de te procurar. E de cada vez que me lembro que chumbaste o PEC 4 afirmando que a austeridade não pode ir sempre ao bolso do contribuinte, tenho vontade de te procurar. E! - esta é uma pérola - quando garantiste com palavras tuas «se formos governo posso garantir que não será necessário cortar nos salários para sanear o sistema português», eu tenho mesmo vontade de te procurar!

Tenho vontade de te procurar e perguntar-te: O QUE É ESTA MERDA? 

Levaste o voto do povo, não o meu, mas na Sexta assassinaste as tuas próximas eleições. O pior disto é que atrás de ti não vem ninguém melhor. Por alguma razão tudo o que nos governa vem com bolor.

E enquanto me vais ao bolso, vou vendo por aqui http://madespesapublica.blogspot.pt/ a ligeireza com que se compram esculturas, carros, jantares de Natal milionários, produzem-se outros filmes milionários e desnecessários, embelezam-se rotundas, tudo com o dinheiro dos contribuintes... Nunca mais acaba! O próprio governo está envenenado, não sabem o que é tempo de poupar.

Não. Não tens o meu respeito. Para mim o país está condenado. Espero que te façam mal, não pelo que tiveste de fazer, mas por seres tão mentiroso!

Despeço-me como tu: obrigada.

Ana (aquela assinatura com ar de "sempre tua amiga")»



Porque agora, infelizmente, a palavra que mais ouço é "crise".

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

A verdade explicada...

Vão-se foder.
Na adolescência usamos vernáculo porque é “fixe”. Depois deixamo-nos disso.
Aos 32 sinto-me novamente no direito de usar vernáculo, quando realmente me apetece e neste momento apetece-me dizer: Vão-se foder!
Trabalho há 11 anos. Sempre por conta de outrém. Comecei numa micro empresa portuguesa e mudei-me para um gigante multinacional.
Acreditei, desde sempre, que fruto do meu trabalho, esforço, dedicação e também, quando necessário, resistência à frustração alcançaria os meus objectivos. E, pasme-se, foi verdade. Aos 32 anos trabalho na minha área de formação, feliz com o que faço e com um ordenado superior à média do que será o das pessoas da minha idade. 
Por isso explico já, o que vou escrever tem pouco (mas tem alguma coisa) a ver comigo. Vivo bem, não sou rica. Os meus subsídios de férias e Natal servem exactamente para isso: para ir de férias e para comprar prendas de Natal. Janto fora, passo fins-de-semana com amigos, dou-me a pequenos luxos aqui e ali. Mas faço as minhas contas, controlo o meu orçamento, não faço tudo o que quero e sempre fui educada a poupar.
Vivo, com a satisfação de poder aproveitar o lado bom da vida fruto do meu trabalho e de um ordenado que batalhei para ter.
Sou uma pessoa de muitas convicções, às vezes até caio nalgumas antagónicas que nem eu sei resolver muito bem. Convivo com simpatia por IDEIAS que vão da esquerda à direita. Posso “bater palmas” ao do CDS, como posso estar no dia seguinte a fazer uma vénia a comunistas num tema diferente, mas como sou pouco dado a extremismos sempre fui votando ao centro. Mas de IDEIAS senhores, estamos todos fartos. O que nós queríamos mesmo era ACÇÕES, e sobre as acções que tenho visto só tenho uma coisa a dizer: vão-se foder. Todos. De uma ponta à outra.
Desde que este pequeno, mas maravilho país se descobriu de corda na garganta com dívidas para a vida nunca me insurgi. Ouvi, informei-me aqui e ali. Percebi. Nunca fui a uma manifestação. Levaram-me metade do subsídio de Natal e eu não me queixei. Perante amigos e família mais indignados fiz o papel de corno conformado: “tem que ser”, “todos temos que ajudar”, “vamos levar este país para a frente”. Cheguei a considerar que certas greves eram uma verdadeira afronta a um país que precisava era de suor e esforço. Sim, eu era assim antes de 6ª feira. Agora, hoje, só tenho uma coisa para vos dizer: Vão-se foder.
Matam-nos a esperança. 
Onde é que estão os cortes na despesa? Porque é que o 1º Ministro nunca perdeu 30 minutos da sua vida, antes de um jogo de futebol, para nos vir explicar como é que anda a cortar nas gorduras do estado? O que é que vai fazer sobre funcionários de certas empresas que recebem subsídios diários por aparecerem no trabalho (vulgo subsídios de assiduidade)?… É permitido rir neste parte. Em quanto é que andou a cortar nos subsídios para fundações de carácter mais do que duvidoso, especialmente com a crise que atravessa o país? Quando é que páram de mamar grandes empresas à conta de PPP’s que até ao mais distraído do cidadão não passam despercebidas? Quando é que acaba com regalias insultosas para uma cambada de deputados, eleitos pelo povo crédulo, que vão sentar os seus reais rabos (quando lá aparecem) para vomitar demagogias em que já ninguém acredita?
Perdoem-me as chantagem emocional senhores ministros, assessores, secretários e demais personagem eleitos ou boys desta vida, mas os pneus dos vossos BMW’s davam para alimentar as crianças do nosso país (que ainda não é em África) que chegam hoje em dia à escola sem um pedaço de pão de bucho. Por isso, se o tempo é de crise, comecem a andar de opel corsa, porque eu que trabalho hé 11 anos e acho que crédito é coisa de ricos, ainda não passei dessa fasquia.
E para terminar, um “par” de considerações sobre o vosso anúncio de 6ª feira.
Estou na dúvida se o fizeram por real lata ou por um desconhecimento profundo do país que governam. 
Aumenta-me em mais de 60% a minha contribuição para a segurança social, não é? No meu caso isso equivale a subsídio e meio e não “a um subsído”. Esse dinheiro vai para onde que ninguém me explicou? Para a puta de uma reforma que eu nunca vou receber? Ou para pagar o salário dos administradores da CGD?
Baixam a TSU das empresas. Clap, clap, clap… Uma vénia! 
Vocês, que sentam o já acima mencionado real rabo nesses gabinetes, sabem o que se passa no neste país? Mas acham que as empresas estão a crescer e desesperadas por dinheiro para criar postos de trabalho? A sério? Vão-se foder.
As pequenas empresas vão poder respirar com essa medida. E não despedir mais um ou dois.
As grandes, as dos milhões? Essas vão agarrar no relatório e contas pôr lá um proveito inesperado e distribuir mais dividendos aos accionistas. Ou no vosso mundo as empresas privadas são a Santa Casa da Misericórdia e vão já já a correr criar postos de trabalho só porque o Estado considera a actual taxa de desemprego um flagelo? Que o é. 
A sério… Em que país vivem? Vão-se foder.
Mas querem o benefício da dúvida? Eu dou-vos:
1º Provem-me que os meus 7% vão para a minha reforma. Se quiserem até o guardo eu no meu PPR.
2º Criem quotas para novos postos de trabalho que as empresas vão criar com esta medida. E olhem, até vos dou esta ideia de graça: as empresas que não cumprirem tem que devolver os mais de 5% que vai poupar. Vai ser uma belo negócio para o Estado… Digo-vos eu que estou no mundo real de onde vocês parecem, infelizmente, tão longe.
Termino dizendo que me sinto pela primeira vez profundamente triste. Por isso vos digo que até a mim, resistente, realista, lutadora, compreensiva… Até a mim me mataram a esperança.
Talvez me vá embora. Talvez pondere com imensa pena e uma enorme dor no coração deixar para trás o país onde tanto gosto de viver, o trabalho que tanto gosto de fazer, a família que amo, os amigos que me acompanham, onde pensava brevemente ter filhos, mas olhem… Contas feitas, aqui neste t2 onde vivemos, levaram-nos o dinheiro de um infantário. 
Talvez vá. E levo comigo os meus impostos e uma pena imensa por quem tem que cá ficar. 
Por isso, do alto dos meus 32 anos digo: Vão-se foder.



by Ângela Crespo, in Facebook

Não tenho 32 anos, mas tenho a mesma descrença. Não tenho um trabalho que amo, mas partilho do mesmo sentimento. Estou cansada de pagar sem saber para o quê, e por isso cito o texto acima. Faço minhas as palavras da Ângela, e como ela, estou profundamente triste.

E, no final, também eu tenho imensa pena de tudo isto, e é com uma enorme dor no coração que digo: já estive mais longe de me ir embora. E sim, é com pena, porque amo Portugal, a minha casa, a minha família, os meus amigos.

Mas estou cansada.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Ideias ideias!

Pois é! Ando com um novo (e curto!) projecto em mãos!
E perguntam vocês, mais um ?!? Ah pois! E o que é, o que é? ...

...

...


...


A preparação de um "mini"-casamento! Aqui ficam as imagens que me prendem a atenção...

[o bouquet da noiva]


DIY: Glittering Heart Dessert Toppers
[o "mini" bolo ideal]

[a "mini" lua de mel]

E por momentos estou a reviver uma fase maravilhosa... e que bom que é! É já daqui a uma semana!



domingo, 9 de setembro de 2012

Setembro - aka "recomeço"

Setembro é aquele mês em que tudo recomeça. É uma espécie de Janeiro sem o Ano Novo.
Setembro trás-me sempre à memória o terror que era o Verão e a alegria do recomeço das aulas. Se fechar os olhos, quase que consigo sentir o desespero do último dia de aulas, o medo de meses passados na praia, o terror de saber que nunca seria tão fixe como as outras, tão cool como as outras, tão popular como as outras: em suma - quando se chegava o verão, quase que me apetecia cortar os pulsos ou espetar agulhas nos olhos.
Não sou gaja de numerosas amizades, e as que tenho foram feitas já depois dos meus 20 anos. Como devem imaginar, 20 anos sem amizades não é fácil - nem ajuda ao desenvolvimento dos relacionamentos sociais. Basicamente, eu era uma miúda com um enorme teor de baixa auto-estima - e daí a minha dificuldade em enfrentar 3 meses de verão. Quase que morri numerosas vezes. Mas (nem sei bem como) conseguia sempre chegar a Setembro: IEI!

A aproximação de Setembro trouxe sempre uma alegria renovada - e isso não mudou. Já não sou a mesma rapariga de antes (mudei muito em muitos aspectos) - mas um recomeço é sempre bem vindo. Será sempre.

E eu estou com uma grande vontade de recomeçar, meter mãos à obra, preparar os imensos projectos que tenho em mente. Chegar a casa depois de umas férias longe tem sempre o mesmo efeito em mim: amar mais o meu canto, o meu espaço. Amar mais o meu lar, o sítio onde sou diariamente feliz. Querer passar mais tempo em casa: cozinhar mais, vegetar mais, ouvir mais música, comprar mais coisas, furar mais as paredes. Porque aqui, no sítio que partilho com quem mais amo, sou feliz.

[porque "casa" é o sítio onde estou contigo!]

Saudades de casa e família atenuadas, coloquei em ordem os assuntos pendentes.

O blog está atualizado, a casa em ordem (para colocar em desordem já para a semana!), o email atualizado, a roupa lavada e estendida, a louça já arrumada, arrumei as fotografias publiquei no face, revi amigos. Li livros (2!) e começei outro. Escolhi modelitos para festas. Comprei sapatos. E... já começei a pensar no Natal: a árvore, as luzes, as prendas já não me saem da ideia! Quero fazer presentes este ano. Mesmo. Quero partilhar a alegria do Natal, uma vez mais, melhor que as outras vezes.

Entretanto, os amigos estão à espera para mais e melhores encontros. A casa está à espera de concerto - para ficar ainda melhor. Em suma... a vida está à minha espera: e eu estou com uma alegria renovada!

Olá Setembro! Olá recomeço!

Então, já pensaste nisso?

Penso "sim!", sinto "não!"... mas no finalzinho desabafo... "seria como se nos calhasse a sorte grande..."