quinta-feira, 12 de setembro de 2013

deve ser isto, a saudade

aquele aperto no peito de cada vez que passamos por sítios onde já estivémos com as "nossas" pessoas - e que deixaram de o ser ou que estão longe, aquele sorriso que nos nasce nos lábios - um tudo nada triste, um tudo tudo nostálgico, um nada nada dramático e um nada tudo misterioso - sempre que passamos os olhos por fotografias de tempos que já lá vão, aquela chamada telefónica que nos apetece fazer sempre que nos lembramos de gostos comuns e que acabamos por fazer - assim meio a medo, como quem não sabe se está a interromper alguma coisa mais importante ou se será ainda bem recebido - dando origem a horas intermináveis de conversa, aquela música que ouvimos e nos recorda um qualquer momento da vida que nos marcou de algum modo e que deixa em nós um rasto de nostalgia ou ainda aqueles segundos do dia em que, por mais concentrados que estejamos, não conseguimos deixar de nos lembrar do ar da praia naquele dia de verão em que fomos felizes num qualquer sítio do mundo - resultando numa onda de frustração por lá não estarmos.

deve ser isto, a saudade. palavra que existe em poucas línguas, ou pelo menos, com a dimensão que ser português lhe imprime - sou somos dramáticos, exagerados, intensos, teatrais. saudade. eu tenho saudades de muitas coisas, principalmente numa dimensão mais recente da minha vida, e querem saber... ? eu gosto. de ter saudades. porque aquele cliché de "não levamos mais nada da vida" é muito verdade. eu já tenho que levar e espero ter muito mais. por isso... venham de lá essas saudades!

dito isto, é tudo. vou retornar daquele momento na praia num verão num qualquer sítio do mundo e trabalhar... que também é preciso!

2 comentários:

  1. Tão bonito este texto. Eu já aprendi a viver com a saudade, a nostalgia. Tenho saudades dos Domingos com a Banda (mesmo tendo de me levantar às 6h da manhã), tenho saudades das tardes despreocupadas do secundário, tenho saudades das noitadas disparatadas a fazer trabalhos da faculdade, tenho saudades de trabalhar aí convosco em Aveiro. Havia uma altura que isto me deixava triste, depois percebi que é mesmo como dizes: é muito bom. É sinal que as memórias são boas e que que valeu a pena. :) E isso... é óptimo! :)

    (tens que vir jantar lá a casa!)

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    1. Lá está... ninguém diz que ia ser fácil... apenas que vale a pena! :) E quanto ao jantar... call meeeeee! 'Tá aceite o convite!

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