quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
4ª feira, iei!
E por fim chega-se a 4ª feira. A partir daqui, é um pulinho até 6ª, e depois, fim de semana. Pode parecer ridículo todas as semanas me queixar do mesmo, mas a verdade é que queria poder fazer milhões de outras coisas, que não posso porque estou aqui agarrada a esta cadeira. Sim, sei que é preciso trabalhar - mas porque é que não podemos trabalhar em coisas que nos façam realmente felizes? Eu gosto do que faço, sim, mas acho que gostaria de ser qualquer outra coisa, e que seria igualmente medianamente feliz a fazê-las. E a pergunta que se põe é: mas ok, e que é que querias mesmo mesmo mesmo fazer? Ser uma fotógrafa de excelência. Queria ser dona do meu tempo, fotografar para viver, fotografar para me divertir, fotografar as minhas viagens, as minhas pessoas, os meus dias. Queria acordar e ter uma reunião agendada para fotografar um casamento (adoro, por causa dos pormenores, das pessoas, da felicidade inerente ao dia, dos momentos esperados e inesperados, das cores e da eternidade que se espera de um tal evento), mostrar o meu portfolio, falar com orgulho e convicção de que "eu sou a melhor, podem confiar", preparar o dia, fotografar o dia, e entregar no final uma obra de arte. Deixar pessoas felizes, fazê-las lembrarem-se de mim, perpetuar no tempo um momento - o deles, e o meu. Queria acordar num dia e decidir: vou viajar, fotografar novos sítios, novas pessoas, novas aventuras. Aumentar quem sou, o mundo que já vi, e a experiência que se tira de fotografar em novas cores, novas luzes, novos locais. Queria acordar um dia e fotografar a minha família, só porque sim. Para fazer um quadro enorme com todos eles. Para fazer saber a quem amo que são as "minhas" pessoas, e que quero que assim continuem durante muitos e longos anos. Queria fotografar cada um deles, para que um dia, quando os meus filhos vissem as fotografias que tirei, lhes poder contar histórias sobre as pessoas, sobre os lugares, sobre os momentos. Histórias. Resume-se a isso. Perpetuar no tempo histórias - para que no futuro sejam lembradas com a maior exactidão possível, indo muito além do óbvio: lembrar o sorriso, a música que estava a passar naquela hora, o riso de alguém que já não se vê há anos (ou nunca mais), o porquê das cores, o cheiro das flores do jardim onde a fotografia foi tirada. Queria ser uma contadora de histórias, mas na vez de as escrever, gostava de as poder fotografar. E se eu fosse uma contadora de histórias versão fotográfica, seria concerteza muito mais feliz.
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4ª feira à tarde! De uma semana cheia, que vai passar a voar (já está a passar!). Apesar do meu sonho de vida ser ligeiramente diferente, eu percebo muito bem o que dizes (tu sabes!). Tu estás a apostar nisto (tão bom!) e eu tenho algumas ideias paralelas para ti. Tem calma, aproveita o agora. Tens muitos motivos para seres muito feliz!
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