... em que fiz pouco, mas o suficiente para me matar de cansaço.
Basicamente,
fui ao IKEA. Quem já foi ao IKEA, quem adora lá ir, quem vai lá muitas vezes, quem não sai de lá, quem adora folhear os catálogos, quem acha que se fazem boas compras lá, e que tem tudo de lá sabe que - não interessa o tempo que se demora - o comentário final é sempre "uffa! cheguei ao fim!".
Pois bem, eu fui ao IKEA (
praí pela 3ª vez). Vi tudinho: os sofás, as secretárias, as camas, as poltronas, as cozinhas, os bancos, as camas, as cortinas e os painés, as almofadas e a roupa de cama, os copos e os talheres, as caixinhas e caixoletas e caixotes e caixas e espécie de caixas, molduras e quadros, plantas, tapetes e escovas de dentes. Vi tudo até estar can-sa-da daquilo. Can-sa-da. Até chapéus de sol vi. E candeeiros e albuns de fotografias.
Estou cansada até de me lembrar. É uma aventura
que-adoro-mas-que-penso-sempre-500000-vezes-antes-de-iniciar. Porque cansa as pessoas. Cansa-me a mim, e a todas as pessoas que eu vejo lá dentro. E o momento em que isso se torna real e evidente é quando se chega à caixa para pagar.
A espera, aliada a um enorme carrinho cheio de coisas, mais a previsão dos €€ que se vão gastar, mais os garotos já passados das ideias e chatos que nem carraças, o tempo de pé, e a tensão das pequenas discussões que foram ocorrendo ao longo das horas (quasi-intermináveis) de escolhas/compras quase a rebentar numa super discussão mesmo à beirinha da caixa torna uma ida ao IKEA um acto de boa fé e muita paciência.
... aqui está o momento de análise psico-emotiva-humana do dia (eu dava para psicóloga).
Enfim, no final, deixei lá um pedaço de dinheiro e... não trouxe o que eu queria. E continuo a achar que isto não é normal. E não me venham com coisas de "ah e tal, lá é tudo tão fixe!". Não. Eu é que não posso ver nada que fico logo com ideias. E bem caras. Mas também acho que não é isso que me torna "anormal".
O que me torna anormal é que quando meto uma coisa na cabeça, pode demorar 1 dia, 1 semana, 1 ano ou 10 anos - mas eu vou acabar por conseguir fazê-la/tê-a/comprá-la. E é isto que me torna anormal.
E se houvesse dinheiro... ideias não faltariam. Viva o IKEA!