Sim, já li o livro - cortesia da Vera (obrigada!).
Como tinha imaginado, a Anna mexeu comigo e fez-me questionar uma série de "coisas" que vamos tendo certas ao longo da nossa vida. Temos certo que ajudaremos o nosso núcleo familiar sempre que pudermos e com tudo o que pudermos, temos certo que os nossos filhos ficarão por cá depois de nós irmos, temos certo que todos temos uma vontade de viver que supera as mais difíceis batalhas das nossas vidas.
... mas e quando não é assim? E quando ficamos cansados da vida - ou da forma de vida - que temos ? E quando, para "o bem da família" perdemos a nossa identidade e os sonhos vão pelo ralo? Anna é a personificação desta realidade: ela perde-se enquanto pessoa para manter a família enquanto família - da qual Kate é o centro. Entendo que o fosse - a doença serve até como único pretexto e mais do que suficiente: mas quando há mais do que um a pedir atenção, ou somos capazes de isolar cada um enquanto pessoas ou tomamos as decisões erradas. Jesse e Anna perderam os pais para a irmã. Porque é que eu não simpatizo com Kate do mesmo modo que com Anna?
A verdade é que só por lá passando é que saberemos o que faríamos, ou como faríamos, ou o que pensaríamos ou sentiríamos. São muitos "íamos" para representar uma única realidade: qualquer que sejam as opções, será sempre difícil a escolha - e lidar com as consequências.
Espero sinceramente que tal sorte não me calhe na sopa, porque pelo menos o desfecho da história do livro não foi bonita. Foi inesperada - mas a meu ver, injusta. Mas lá está - teria eu feito melhor?






O final do filme é o "natural", totalmente diferente do livro. Acho que os autores concordaram contigo (e comigo!). Eu achei o livro é mais do que tudo, triste. É mesmo como dizes "que esta sorte não nos calhe na sopa", que possamos ter famílias comuns, comummente felizes. Sem que as nossas vidas pudessem se uma história de livro (mesmo que tivesse final feliz).
ResponderEliminar